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O cafet… opa, o companheiro da Suely Maria, vocês sabem, fuma no elevador TODOS OS DIAS. TO-DOS OS DI-AS. Semana passada fiz uma coisa muito legal: escrevi SOU REALMENTE O MAIOR DOS ESCROTOS, PORQUE ALÉM DE FUMAR NO ELEVADOR OCUPO SEMPRE DUAS VAGAS QUANDO ESTACIONO! e colei atrás da Audi TT ridícula dele. Pena que estava muito empoeirada e a fita gomada ficou meio assim assim. Como colei na traseira, perto da placa, ele com certeza não viu logo de cara e deve ter feito alguns quilômetros com aquilo à mostra. Hoje à tarde, quando cheguei da escola, vi a Audi estacionada que nem a cara dele, com a roda anterior esquerda ultrapassando a faixa que delimita as vagas. Parei bem do lado esquerdo, COLADA no carro dele (mas dentro das faixas da MINHA vaga), e conseqüentemente impedindo-o de abrir a porta e obrigando-o a entrar pelo lado do passageiro. Agora há pouco eu estava mandando um fax (o aparelho fica na sala, logo na entrada, ao lado da porta) e ouvi uma porta bater. Olhei pelo olho mágico e não deu outra: o idiota do cara esperando o elevador com o cigarro aceso. Como eu tava de calça de pijama e também porque não gosto muito de rodar baiana, ainda mais com gente desse nível, não saí pra discutir. Assim que ele desceu, corri pra fora, pintei o olho mágico dele com pilot atômico preto, resisti à tentação de entupir a fechadura de SuperBonder, e em vez disso escrevi outro cartaz: ESCROTO QUE FUMA NO ELEVADOR, TOMARA QUE SEU PINTO CAIA, SEU FILHO DA PUTA (em italiano fica lindo, juro). E colei na porta.

Sei que ele não vai parar de fumar no elevador nem de estacionar feito a cara dele, porque quem nasce escroto morre escroto, mas enquanto isso eu vou me divertindo. O próximo passo vai ser, acho, um ovo no pára-brisas dianteiro, já que injeção letal é meio arriscado. Furar os pneus também seria legal, principalmente porque custam os olhos da cara, mas não dá tempo de terminar o selviço antes de alguém ver. Uma bela arranhada com chave na lateral? Manteiga na maçaneta da porta de casa? Aceito sugestões. O escroto merece.

ai, ai

Decidi que em junho vou fazer o CELI, a prova pro certificado de língua italiana que corresponde aos exames de Cambridge, por exemplo. Primeiro porque quero me testar, segundo porque sinto falta de estudar alguma coisa, mesmo que seja algo que já sei, e terceiro porque a gente nunca sabe, pode vir a servir se eu decidir fazer outra faculdade (já decidi, entende, mas fico hipotizando porque não sei se esse ano vai dar). Ainda não decidi se faço o CELI ou o CIC, de italiano comercial, que corresponde ao BEC do inglês. O site da Università per Stranieri, órgão responsável pela elaboração do exame, além de ser horroroso não é muito atualizado (sites italianos nunca o são) e não há nenhuma prova disponível do CIC pra eu dar uma olhada e sacar que nível de conhecimento técnico é necessário. A prova custa € 78 e eu posso fazer em Perugia mesmo, claro, que é mais perto pra mim. Já baixei o módulo de inscrição e a prova vai ser em junho. Não há mais leituras obrigatórias, apesar d’eu ter lido já os livros recomendados pro ano passado. Como in any case você tem que ler ALGO em italiano pra comentar na prova oral, acho que vou reler Il Deserto dei Tartari, que eu amo, e algo do Camilleri, que eu sei que os professores adoram porque é em siciliano e tem sempre ironias e críticas ao sistema (ou aos sistemas – o oficial governamental e o mafioso).

Ontem maloquei um livro de francês lá da escola e decidi que vou dedicar uns 40 minutos por dia, TODO DIA, a estudar essa língua. Não quero nem saber. Só vou abrir exceção pro fim do mês, que é época de faturar e quando fica tudo muito confuso.

Depois que consegui, finalmente, terminar o Lampedusa, não sei mais o que ler. Peguei Billy Budd, Sailor, do Melville, mas não consigo me concentrar. Pensei em reler Marcovaldo, mas não é o momento. Tem um Lady Chatterley’s Lover ali olhando pra mim, e alguns Brontë, uma Allende, um Sciascia, um Malcolm Lowry, um Joyce, um Camus, todos me mandando mensagens subliminares, leia-me, leia-me. Mas nenhum deles está me inspirando particularmente agora.

Outro dia ouvi no rádio uma entrevista com um historiador que escreveu um livro sobre o mistério do milagre econômico italiano, já que todo mundo sabe, menos os italianos, que a Itália ainda é um país de camponeses desprovidos de qualquer noção básica de cultura ou cidadania, sem capacidade intelectual, incapaz de aprender qualquer língua estrangeira que seja, e cujo governo não estimula, absolutamente, o estudo, básico, universitário ou otherwise. Achei engraçado ouvir esse tipo de coisa no rádio. Imagino quanta gente não deve ter ligado pra RAI, ofendidíssima, dizendo que não lê porque não tem tempo, ou que lê, sim, talvez não jornais ou livros, mas revistas, aquelas de fofocas, sabe, já é alguma coisa, né. Hohoho. Anyway, a locutora mencionou o tal livro desse historiador, e eu anotei num post-it que ficou no pára-sol do carro e agora não lembro. Mas estou morrendo de vontade de ler.

Então agora estou aqui sentada sem saber o que fazer, ouvindo As Bodas de Figaro que o canal 5 tá passando não sei por quê, tentando decidir 1) o que ler depois do Lampedusa, 2) em que ordem realizar as tarefas do dia, que incluem uma ida à farmácia, outra à padaria, uma faxininha básica, estudar francês, lavar o cabelo, agilizar o almoço, ficar sem fazer nada um pouquinho. Provavelmente vou começar pelo ficar sem fazer nada um pouquinho.

arre!

Ando meio com a síndrome da Flabb. Primeiro que não tenho tempo mesmo de ficar sentada ao computador, nem pra escrever, que dirá pra ler. Ganhei uma outra turma, a tal de Petrignano que tinha incompatibilidades de horário que acabaram sendo resolvidas; aulas às terças e quintas, das seis e meia às oito da noite, num agriturismo. É legal porque o livro que eles usam (a professora que dava aula pra eles arrumou outro emprego e saiu da escola, por isso herdei a turma) é específico pra quem trabalha com hotelaria e turismo, superinteressante. Talvez eu herde mais uma turma, em Santa Maria, porque a professora que dava aula por lá, uma americana gordinha e simpática, foi mordida pelo basset da empresa e teve que ir ao hospital, e os médicos são legalmente obrigados a fazer a denúncia contra o proprietário do cão. A gordinha acha que o clima não vai ficar legal entre ela e a empresa e já deu umas indiretas de que não quer mais trabalhar lá. Eu já morei em Santa Maria e toda hora tenho que ir ao banco lá, ou entregar faturas, ou medir a pressão da avó do Mirco, por isso não seria um problema dar aulas lá.. A tal da americana vem de Castiglione del Lago, coitada, longe pra caramba, pra ser mordida pelo basset em Santa Maria degli Angeli. Tá fula da vida. Além disso a Bicha Pedagógica também renunciou, porque está ocupadíssimo com outras coisas business-related (ele é formado em Economia) e não dá mais conta da coordenação pedagógica. A maioria dos cursos dele termina em fevereiro ou março, e ele não sabe se vai continuar na escola e pegar novas classes. Melhor pra mim.

Com isso tudo, o cansaço vai acumulando, e não tenho forças pra fazer nada quando chego em casa além de comer um negocinho qualquer, tomar banho e chapar. Durmo mal, por n motivos, e acabo não descansando nunca. Vamos até cancelar a ADSL ilimitada, porque com todos os impostos e todas as roubadas que a Telecom te impõe, acaba saindo uma fortuna, e se ninguém em casa tem tempo de usufruir, não tem sentido. Como não temos tempo pra fazer todas essas contas, essa decisão também acaba se arrastando. A casa anda imunda, porque dou semi-limpadas nos micro-espaços de tempo que acho. Hoje passo o aspirador de pó voando, amanhã tiro o pó a jato, depois limpo o banheiro meteoricamente. Conseqüentemente, a casa nunca fica toda limpa ao mesmo tempo, porque quando chego no banheiro já tá na hora de limpar os vidros outra vez. Porre.

No meio dessa confusão toda, o único que tem tempo e pique pra organizar a viagem à Argentina é o Gianni, que trabalha longe mas praticamente não faz hora extra no início do ano, período de calmaria no mundo do cashmere. Eu, com a minha animação total e absoluta por essa viagem a esse país dos pampas cuja língua me enche os ouvidos de mel e cujos habitantes considero tão simpáticos, educados e humildes, fico mais que feliz em deixar tudo nas mãos dele. Vai na fé, Gianni. E arranje uns vôos internos bem baratinhos, porque senão com meu salário não consigo pagar tudo, e eu de orgulho ferido fico insuportável.

hmpf

Concordo pRenamente com a Fernanda. Há poucos dias morreu um piloto italiano que corria no Paris-Dakar de motocicleta. Pronto! Para-se o país, todo mundo só fala dele, como se fosse herói nacional. Entrevistam as velhinhas da cidadezinha dele, Castiglion Fiorentino, e todas dizendo que ele era uma pessoa fenomenal, que a cidade não vai ser a mesma sem ele, que sei lá o quê. Ora, façam-me o favor! A cidade é pequena mas não tanto; querem realmente que eu acredite que todo mundo que foi entrevistado realmente o conhecia a ponto de poder dizer que era uma pessoa maravilhosa? O que que ele fez por Castiglion Fiorentino? O que que ele fez de importante na vida? Ah, peraí, né. Pra começar que eu já não tenho o menor respeito por quem tem família (ele deixou dois filhos pequenos) e se aventura nessas coisas. Quer fazer esporte de risco? Faz enquanto ainda não tem ninguém dependendo de você, meu querido, senão vira egoísmo daqueles brabos. Sei que o cara foi enterrado numa cerimônia cheia de pompas, caixão coberto com a bandeira nacional e tudo. Palhaçada.

japa girls

Hoje chegou pelo correio um estojinho japonês lindo mandado pela minha amiga Hanae, de Osaka. Como de modo geral toda a Europa, a Itália está eternamente infestada de japoneses. A Università per Stranieri di Perugia, onde estudei em 2002 (que saudade! Que saudade da polacca pazza!), não é exceção. Na nossa turma havia duas que fizeram o curso completo de seis meses, Hanae e Ayako. Moravam juntas mas não conviviam harmoniosamente, coisa que eu obviamente só fiquei sabendo agora porque nenhuma das duas jamais deixou transparecer nada. Dois doces de meninas. Eu normalmente não gosto de gente docinha, e confesso que particularmente da Ayako (depois explico) tinha um pouco de pena, um sentimento que eu desprezo. Mas realmente gostava da companhia delas, de verdade. Meninas calmas, risonhas, esforçadas.

Além do Silvio, que é um santo, só eu tinha paciência com as meninas. Sei que pode parecer estranho, mas eu adoro ensinar, explicar, elucidar, esclarecer. ADORO. E tenho paciência com gente burrinha, afinal de contas a culpa não é deles. Só não tenho paciência com médico que escreve tuberculose à esclarecer, com engenheiro que vai almoçar no restaurante à kilo, com advogado que dá uma telefonema, com arquiteto que escreve se você quizer, com professor que estuda a calda do girino (essa eu vi, ninguém me contou. E adivinha como se chamava? Suely.), com tradutor que escreve encima. Com gente geneticamente burrinha, ou que simplesmente tem talentos diferentes dos meus, eu tenho paciência sim. E adorava explicar gramática italiana pras japinhas. Adorava estudar com elas.

São meninas completamente diferentes uma da outra. Ayako tem vitiligo e usa maquiagem pesada; é claramente envergonhada da sua aparência e é a típica japonesa de excursão na Europa, com cabelos tingidos e permanentados, roupas caras e bonitas quando analisadas separadamente mas um desastre quando combinadas, pernas tortas e passinhos de gueixa. É bobinha, não entende piadas, é infantil e sonhadora, tem bolsinha da Hello Kitty não porque é cool mas porque adora a Hello Kitty, os pais não querem que ela se case, nunca, pra ter alguém que cuide deles na velhice. Hanae é beeeeem mais inteligente e beeeeem mais esperta; menina safa, que mesmo não conseguindo sacar, de ouvido, a diferença entre R e L, é capaz de dar gargalhadas verdadeiras com uma piada engraçada – ainda que leve um tempinho pra registrar a informação em língua estrangeira. Eu adorava as duas. Hanae foi embora assim que terminou o curso mas me escreve sempre, às vezes me manda presentinhos. Trabalhou numa padaria em Osaka e me escrevia reclamando que era muito chato. Agora voltou a estudar italiano. Ayako ainda ficou mais um tempo, refazendo pela terceira vez o curso de italiano no qual sempre levou bomba; trabalhou um tempinho numa agência de turismo em Perugia, namorou um croata que morava na Grécia mas só queria o dinheiro dela, sofreu com a desilusão, culpou o vitiligo, seu visto acabou e ela voltou pra casa. Agora dá aulas de italiano pra crianças. O e-mail que ela me mandou antes da primeira aula dizia que ela estava muito neruvosa mas confiante de que tudo daria certo. Torço muito por ela, de verdade.

As imagens mais significativas que tenho delas ocorreram no jantar brasileiro que fizemos na casa do Silvio. A Hanae raspou até o último grãozinho de farofa da panela. E a Ayako bebeu meio copo de vinho branco e entrou na sala dizendo: mi sento rivera! (mi sento libera), ou seja, me sinto livre – coitada, se embebedou com meio copo de vinho branco vagabundo e já se sentia poderosíssima.

Adoro as duas, e essa semana pensei muito nelas, depois que chegou o cartão de Natal da Ayako. Mais ainda depois que o estojinho lindo da Hanae aterrissou aqui em casa.

Fui correndo enchê-lo de canetas coloridas. Eu tava mesmo precisando de um estojo! Fico que nem criança quando consigo organizar essas coisas: agenda nova, estojo novo, canetas coloridas, borracha nova, branquiiiiinha! Fico toda hora tirando tudo da bolsa, olhando, namorando, depois boto tudo de novo na bolsa.

hm

Eu fico angustiada com essas catástrofes. Gostaria de ser capaz de fazer alguma coisa pra ajudar, mas não posso fazer nada além de mandar um SMS pra doar um euro. Dificilmente tenho esses arroubos concretos de solidariedade, porque meu instinto de auto-preservação fala mais alto, mas cada vez que vejo novas imagens dos alagamentos e das pessoas sofrendo de um modo que eu não consigo nem imaginar sinto que se eu estivesse lá, não pensaria nem remotamente em voltar pra casa. Ficaria por lá, ajudando, como estão fazendo muitos turistas. Bactérias e vírus não gostam de mim, eu também não gosto deles, e acho que o risco de adoecer diminui quando você não tem tempo pra ficar doente porque a vida de outras pessoas pode depender do seu estado de saúde. E com certeza voltaria pra casa certíssima de ter decidido virar ex-médica. A necessidade faz o ladrão, sim, mas não significa que essa transformação valha pro resto da vida.

puke

Hoje, na televisão, o repórter pergunta ao padre como é possível continuar sendo cristão depois de uma catástrofe desse nível. Onde está Deus?, perguntam as letras brancas na tela, enquanto no fundo correm as imagens surreais das tsunamis cobrindo tudo. O padre não responde, lógico, que ele não é bobo, e imediatamente puxa o assunto pra outro lado, o lado de sempre: ah, a igreja estará sempre ao lado dos necessitados (engraçado, então o que o senhor ainda está fazendo aqui na Itália? Em vez de ficar dando entrevista, vai pra Tailândia abraçar os órfãos caterrentos, vai!), faremos de tudo pra ajudá-los, e esperamos em breve começar a reconstruir as igrejas.

PÁRA TUDO. Como assim, Bial? Zilhões de mortos, vivos que em breve morrerão esvaindo-se em diarréias coléricas e infecções bizarras e delírios de dengue, gente que não tem água pra beber nem comida pra comer nem casa pra morar nem hospital pra se tratar, e você vem me falar de RECONSTRUIR IGREJAS? Nojo, nojo, nojo, nojo, essa gente me dá vontade de vomitar. Se eu acreditasse em reencarnação, na próxima gostaria de ser uma médica sem fronteiras daquelas fodonas, assexuadas, de olhos azuis e bochechas coradas e dignos pés-de-galinha ao redor dos olhos, e com certeza andaria armada, fuzilando gente que fuma onde não é pra fumar e padres idiotas que fazem declarações desse tipo.

O nojo maior é que aqui tem a história do otto per mille: basicamente uma doação compulsória (e não deixe que o paradoxo dessa expressão lhe escape) de oito milésimos da sua renda anual, que ou vai pro governo (se você não marcar nada) ou vai pra igreja católica (se você marcar o quadradinho indicado). A igreja, aliás, todo ano passa comerciais na TV e no rádio pedindo o seu otto per mille. Se eu fosse o Serjão, diria: otto per mille de cu é rola.

Eu fico sempre tão impressionada quando vejo essas notícias de tufão, terremoto, ciclone, alagamentos. Tudo isso é tão completamente fora da minha realidade que me assusta de um modo incrível. Não tenho idéia de como reagiria se me encontrasse em uma situação semelhante. A Umbria é zona altamente sujeita a terremotos, o que torna muito caro construir qualquer coisa aqui, já que é obrigatório ter um esquema antisísmico e coisa e tal. Mas eu nunca testemunhei nada, a não ser um ridículo tremor uma vez, enquanto estávamos na fila do cinema. Ninguém mais sentiu e eu nem comentei nada porque achei que fosse impressão minha, mas dias depois vi uma notinha no jornal local mencionando o minitremor.

Nessa época do ano há milhares de italianos passando as férias na parte da Ásia atingida pelo terremoto/maremoto. Roberto, amigo nosso, em teoria partiu hoje pela manhã pra Tailândia, mas a essa altura do campeonato já não sabemos mais se foi ou se está plantado no aeroporto, esperando sabe-se lá o quê. Quando acontecem essas coisas, o Ministério do Exterior se mobiliza rapidinho e é possível saber, se necessário, os nomes de todos os cidadãos italianos que estão no local atingido. Entra-se em contato com as agências de viagens e tour operators, disponibilizam-se números de telefone pra falar diretamente com o Ministério, e quem está por lá e consegue dar notícias de alguma maneira, acaba na TV: acabo de ouvir uma entrevista com um fulano que foi passar a lua-de-mel nas Maldivas e acabou abrigando-se com a jovem esposa no teto de um bungalow, de onde mandava SMS pra assegurar a família de que está bem, apesar do rio de lama que corre lá embaixo. Já pensou que maravilha? Onde você passou a sua lua-de-mel? No teto de um bungalow, nas Maldivas, durante o quinto maior terremoto do planeta. Muito romântico.

Eu tô brincando, mas não consigo nem imaginar o horror de passar por uma situação dessas. Pior ainda é pensar que esse tipo de coisa acontece sempre em lugares miseráveis, como o fodidíssimo Bangladesh.