Nem falei do tal evento

Nem falei do tal evento em Montefalco no domingo, né… Fomos dar umas rodadas mas como saimos jah tarde soh conseguimos visitar duas cantinas, antes que fechassem. De qualquer maneira o sistema é bem legal: voce paga uma entrada de 5 € na primeira cantina onde voce for, e ganha uma taça vazia e uma bolsinha pra pendura-la no pescoço. Bebe o quanto quiser, às vezes come também, e a tal bolsinha no pescoço com o copinho dentro é o seu ingresso pras outras cantinas, onde voce também pode beber e comer o quanto quiser, sem pagar mais nada. Legal, né? Visitamos duas cantinas que eu nunca tinha ouvido falar (indicaçoes do Fabio, que conhece vinho), bebemos uns tres copinhos de Rosso di Montefalco, e depois fomos pra casa deles continuar o papo. O dia tava lindo, e foi uma tarde bem legal.

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Ontem finalmente consegui ver o bendito apartamento de Bastia, o tal que se libera soh em setembro. Eh bonitinho! Privacidade zero porque é no térreo, a janela da frente abre pra rua e a dos fundos abre pro jardim da proprietaria do prédio que mora no ultimo andar, mas o apartamento é novinho, tem uma geladeira decente (voces nao sabem o quanto é frequente aqui aquela geladeirinha tipo frigobar), banheiro novinho, moveis razoavelmente bonitinhos…

Meu sonho é uma casa. Uma casa aqui na Italia, porque no Brasil teria que ter um super sistema de segurança e mesmo assim seria assaltada uma vez por mes. Uma casa com um jardim pro meu cachorro, uma horta pras minhas cenouras, alfaces e cebolas, e, muito importante: ralos na cozinha e no banheiro. Porque esse lance de passar paninho nao tah com nada.

Reduzi um pouco a foto,

Reduzi um pouco a foto, mas ainda nao ficou legal. Agradeço às 1.848,56 pessoas que me mandaram a foto reduzida, mas esqueci de dizer um detalhe: o laptop novinho do lanterneiro morreu, ou melhor, acho que o novo modem deu xabu, e estou sem acesso em casa.

Agora com licença que eu vou ali ensacar uns cartuchos (pedido gigante pra entregar ainda hoje) e jah volto.

Nao consegui reduzir a foto

Nao consegui reduzir a foto ali de baixo, nem com a ajuda da Bia. Sou monga mermo, quem souber corrigir, por favor, me avise.

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O unico fenomeno meteorologico que eu realmente abomino é o vento. O vento descabela pessoas e plantas. Te joga poeira (e, na primavera européia, insetinhos também) nos olhos. Faz barulho. Odeio, odeio, odeio.

Sem esperar autorizaçao: Primeira fila:

Sem esperar autorizaçao:

Primeira fila: Suzana (aniversario 14 de julho, junto com a Patricia), Andrea, minha prima Erica (dentista), Barbara, Roberta (irma da Fernanda), nao lembro, Gustavo (veterinario), nao lembro, Guilherme Lagares.
Segunda fila: Tia Arminda com a Patricia (jornalista), Vivian Gebara, Catalina (chilena), Cecilia Muller, Ana, nao lembro, José Mariano (o gala da turma), Rodrigo Rocha, Alexandre, Bebel Lobo (sim, ela mesma, atriz, filha do Edu Lobo).
Terceira fila: Christiane, Erika Santos (tem filhos), Clarissa Leal, Carla Sampaio, Rafaela, Joana (economista, acho), eu (a criança mais horrenda e barriguda do mundo – reparem nos pneus precoces), Mariana Bassoul (jornalista nao praticante), Laura.
Quarta fila: nao lembro, Rinaldo, nao lembro, nao lembro, Renata.

Agradeçam à tia Arminda :))))

E eu que pensava que

E eu que pensava que o inferno astral tava passando… Quanta inocencia. Esqueço que quando Murphy cisma com alguém, nao tem galinha preta na encruzilhada que tire esse encosto.

Fui à minha futura casa falar com os donos, pra apresentar meu cachorro pra eles. A dona da casa disse que jah tinha falado com o marido, mas ele nao queria cachorro porque senao pegava afeiçao e depois ia ficar triste quando ele fosse embora. Pra piorar as coisas, a garota que estah no quarto que vai ser meu nao sabe quando termina a universidade – provavelmente lah pra metade de junho – e o quarto onde eu ficaria do começo de junho até a partida da universitaria jah estah ocupado. Mas tudo bem.

Voltando pra casa aos prantos, cruzo com os pais do lanterneiro, que estavam indo almoçar na casa da mae da Arianna. Paramos no meio da rua pra conversar, eles me acalmando, o Legolas pode ficar com eles até o apartamento de Bastia liberar (se bem que eu jah to achando que vai acabar acontecendo alguma coisa, tipo um cometa cair em cima do prédio, uma colméia gigante de vespas assassinas se alojar atras da geladeira do apartamento, ou alguma coisa do genero). Mas porra, eu quero me libertar e nao consigo! NAO CONSIGO! Eu, que contava em me mudar no proximo fim de semana, vou ter que passar pelo menos duas semanas a mais usando a bicicleta DELE pra ir trabalhar, o computador DELE pra me conectar, a televisao DELE pra me ajudar a dormir. Por que tenho que ficar sempre ligada ao Mirco, como se ele fosse um polipo pediculado no meu intestino, um polipo ligado às minhas entranhas por um pedunculo que, vascularizado demais, nao consigo cortar?

Soh nao pego minhas malas, meu cachorro, meus livrinhos e minha Nutella e volto pro Rio porque agora é questao de honra me dar bem por aqui. Vou ficar aturando a vida no escritorio aqui, pegar experiencia, trair meu chefe e me mandar pra bem longe – provavelmente Roma. Temos contatos com gente em Roma e Milao, e como nao é incomum empresas roubarem funcionarios umas das outras (nos mesmos temos um representente comercial roubado de um concorrente nosso), vou ficar é torcendo pra alguém querer me roubar. “Disponibile per trasferimento” vai ser meu lema.

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Pela primeira vez na vida fiz uma coisa devagar: voltei pra casa sem ter coragem de passar na casa da Arianna pra visitar o Leguinho, pedalando à velocidade de um aposentado, me esvaindo de chorar. Quando vi, jah estava em casa, atendendo ao telefonema do Mirco: nao se preocupe, nao tem problema, pra que essa pressa em se mudar? COMO, POR QUE ESSA PRESSA EM ME MUDAR? Maldito polipo de uma figa!

No momento é inevitavel odiar tudo, e todos.

Ou a FeRnanda e o Fabio me levam hoje pra visitar cantinas famosas aqui da zona (hoje é dia de turismo do vinho, dica da Criss – nada de link, nao estou no clima), ou vou sozinha ao cinema ver Matrix Reloaded que todo mundo jah viu menos eu.

E a faxina programada pra hoje que vah pra ponte que partiu.

E nao é que hoje

E nao é que hoje o hominho da Telecom veio substituir o modem?

Pena que a falta de assunto continue… Pra descansar da correria de ontem no escritorio, hoje passei a manha catando e esmagando carrapatos do Pedro, o Sao Bernardo da casa dos tios do Chefe Meio Idiota, que fica em frente à casa/escritorio onde trabalho. Precisava da internet pra trabalhar no site da empresa, mas o Attilio, o segundo-chefe e nada idiota, estava trabalhando online. O que me restou a fazer? Catar carrapatos.

Oh vida, oh céus.

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Hoje tem jantar de aniversario do pai do lanterneiro. Eu vou, tenho que ir, nao tem jeito. E amanha vou apresentar o Legolas ao dono da casa onde vou morar, em Santa Maria. Cruzem os dedinhos; preciso de um amor à primeira vista senao nao me deixam ficar na casa com ele.

O modem de casa morreu

O modem de casa morreu com a tempestade elétrica de ontem. E o bicho no escritorio tah pegando, muita coisa pra fazer. Como nao tenho nada a dizer mermo, voces nem vao sentir falta.

Volto a escrever quando tiver assunto, ou quando o modem voltar. O que vier primeiro.

A Selvagem da Bicicleta Nao

A Selvagem da Bicicleta

Nao emagreci piçuruca, como diz meu pai, mas o preparo fisico tah melhorando: em vez dos 20 minutos habituais de casa até a casa da Marta, estou levando mais ou menos 13 minutos. O que significa mais tempo pra almoçar com calma; dah até pra fazer macarrao sem ter que comer correndo (eu gosto de massa curta e essas demoram mais a cozinhar). Fora que jah estou craque em me desviar do transito animaaaaal da metropole bastiola.

Se eu continuar passando todo esse tempo em cima da bicicleta vou acabar ganhando um cancer de testiculo.

Chegou no escritorio a milésima

Chegou no escritorio a milésima multa do meu chefe, que jah corria antes com seu carro vagabundo, agora que anda de Mercedao entao, ninguém segura. A descriçao da multa (aqui vem tudo detalhadinho):

Ao virar da Piazza Garibaldi à rua Patrono d’Italia, na direçao dos sinais de transito, o condutor se encontrava falando ao telefone celular. Ignorou tres apitos do guarda de transito. Provavelmente porque nao os ouviu.

Eu amo esse pais.