TTT – again Pois é,

TTT – again
Pois é, ainda Tolkien. Sempre sob a supervisao do japa*, claro, porque eu, todo mundo sabe, sou uma anta cibernética, baixei TTT em lingua original. Tudo bem, tive que baixar outras 200 coisas junto, um fix, um codec, um outro dvd player, mas o bichinho veio. E eu re-vi o bichinho. E depois vi de novo. E apesar de todas aquelas ridicularidades jah anteriormente comentadas, eu continuo gostando do filme. Porque em lingua original sao outros 500, darlings. “Pipino” realmente é um pouco demais pra mim. E “Forth, Eorlingas!” é muito mais legal que “Avanti, Eorlingas!”.

(na verdade eu gosto mesmo é das armaduras)

*o japa ATEH HOJE NAO COMEU O SALAME DE JAVALI QUE EU MANDEI PRA ELE EM NOVEMBRO. Japa safado.

E aih voce fala outras

E aih voce fala outras linguas que nao a sua e começa a achar que em todas elas falta alguma coisa. Eu agora ando apaixonada pelas particulas italianas (“particelle”), e nao sei como conseguimos viver sem elas em Portugues. E olha que a gente sempre odiou essas particelle, xingavamos as coitadas durante as aulas de italiano, ali no Consulado, aos sabados de manha.

O lance é que em Portugues tudo é muito implicito, deduzivel. Tipo:
– Estamos sem caneta aqui no escritorio.
– Vou lah no almoxarifado pegar uma caixa.

Uma caixa de que, cara-palida? CLARO que sabemos que nos referimos a uma caixa, uma embalagem de canetas, mas como os portugueses conseguiram sobreviver todos esses anos com esse tipo de dialogo incerto, eu nao sei – todos nos conhecemos a imeeensa capacidade imaginativa, extrapolativa e intuitiva dos portugueses, né?

A primeira particella entra aih: é o “ne”. Uma das funçoes do “ne” é indicar o todo do qual voce pega uma parte, uma medida, etc. Nesse caso substituiria o “de canetas”, quando falamos da caixa. Entao ficaria assim:
– Ma dove cazzo sono tutte le penne di quest’ufficio?
– Dai, ne prendo una scatola in magazzino.

Entenderam? NE prendo una scatola – vou lah pegar uma caixa (de canetas) no almoxarifado.

A bichinha tem outras funçoes também, mas essa é a minha preferida.
E depois tem o “ce”, que pode ser o pronome “nos” ou “pra gente” (traz umas balinhas pra gente – portaci qualche caramella), mas também pode substituir um lugar do qual jah se falou antes na conversa. Nos diriamos:
– Ai, adoro Roma!
Ao que o pobre coitado (porque quem nao conhece Roma EH um pobre coitado) responderia:
– Ah, nunca fui…

Nunca fui ONDE? Mais uma vez entra o poder intuitivo do ouvinte. Em italiano seria:
– Mooooo, quanto mi piace Roma!
– Non ci sono mai stato…

O “ci” (o ce muda pra ci em situaçoes especificas) nesse caso substitui Roma.

O legal é quando elas tao juntas:
– Estamos sem caneta.
– Vou lah buscar.
– Traz duas! (duas o que? pra quem?)

– Ma dove cavolo sono le penne?
– Vado a prenderle in magazzino.
– Portacene due!

Post chato, né?

O vocabulario em Portugues do

O vocabulario em Portugues do Mirco é vasto e muito erudito, como voces podem comprovar:

vem cah, jah vou, chato, que saco, mala, pipoca, guaranah, Havaianas, maracujah, churrasco, Porcao, cabelinho (cabelao, cabeludo, descabelado), bigode (bigodudo, bigodao), topete (topetinho, topetao), bunda, peitao, barrigudo, eca! que nojo!, nojento, frio, fome, xixi, cachorro (cachorrinho, cachorrao), gato preto, gato branco, “saudaje”, sapatao, boiola, bananada, feijoada, caipirinha, cachaça, menino (que ele pronuncia menheno), garoto, bonitinho (ele pronuncia bolitino porque acha mais legal), pequenininho, narizinho, “narizao”, dentao (!), sapato, Marisa Monte (que ele chama de Rosamonte), que lindo, é bom, bonzao, cueca, gatinho, cheiroso, fedorento.

Alguém poderia me fazer a

Alguém poderia me fazer a caridade de me mandar um pacote de Perfex? Aqui nao tem nada parecido, os paninhos de pia sao todos absolutamente nojentos e impossiveis de espremer decentemente, de modo que enxugar qualquer superficie se torna um suplicio. Acho que é por isso que eles usam tanto papel absorvente.

Brigada.

Qualquer um é capaz de

Qualquer um é capaz de conseguir uma pele horrivel. Vamos à minha receita caseira:

– Para lavar o rosto: Emulsione Detergente Delicata, Oil of Olay (que aqui na Italia vira Oil of Olaz)
– Para exfoliar, uma vez por semana: Exfoliant Crème éclat-douceur, Christian Dior
– Uma vez por semana, mascara Empreinte Masque Désincrustant Profond, Lancome
– Uma vez por semana, Maschera Anti-stress Nivea Visage
– Creme diurno: Complete, Oil of Olay, com proteçao contra os raios solares
– Duas vezes por dia: Capture Contour de L’Oeil, Christian Dior (contra olheira)
– Creme noturno: Crema Nutriente Riequilibrante, Nivea Visage
– Tonico: Lotion Fraicheur, Christian Dior
– Analise diaria de somente 8 pedidos de regularizaçao de situaçao de extra-comunitario, quando as requisiçoes foram da ordem de 14000 soh na Umbria
– Seu labrador e voce em continentes diferentes. Se ele estiver mudando de personalidade e ficando ciumento e levemente agressivo, entao, é batata: até a Catherine Deneuve nao se safaria dessa e ganharia umas bolinhas no queixo.

Eu acho que todo bicho

Eu acho que todo bicho tem direito a ter um nome maneiro. Eu exagerei e chamei o meu de Legolas (jah falei que ele é um espetaculo?), e até um ano atras, quando saiu o primeiro filme do senhor dos anéis, todo mundo me perguntava se Legolas era um nome grego. Mas entao. A Carol, que nao tem blog e provavelmente nem sabe que esse existe, é amiga do Freddy, um amigo que ensinou Ingles comigo no Flash. A Carol é a pessoa que tah tomando conta do meu cachorro até abril, quando minha mae vem me visitar e me traz o meu negao.

Mas eu dei essa volta toda pra dizer que a nova cachorrinha da Carol se chama Gloria Maria. Aquela do Fantastico.

Eu amei :)

Estou com frieira nos pés.

Estou com frieira nos pés. Eu sei que é cafona, que é coisa de pobre, que é a decadence sem nem um pinguinho de elegance. Justo eu, que nunca tive espinha, furunculo (ou “furunfo”, como aquele célebre paciente do meu espetacular, sensacional, tudo de bom amigo AJUG), essas coisas de pobre. Mas agora ganhei uma frieira. Isso que dah tirar os pés das meias soh pra tomar banho de manha e de noite. E o pior: nao é a primeira vez. A primeira vez foi em Chiavari, e a Syrléa me salvou com uma pomadinha de pobre. Mas eu aqui nao tenho pomadinha nenhuma. Vou ter que esperar a frieira passar. Mas o (circunflexo) bichinho pra incomodar, credo…

Ainda batendo papo com o

Ainda batendo papo com o Dudu, acabei contando a historia dos perus. Domingo fui dar uma volta antes de escurecer, aproveitando que nao tava muito frio. Parei aqui atras de casa ainda na estrada de terra, pra ajeitar o walkman (walkman é modo de dizer, tenho um modernissim… nao tao moderno mp3 player que o Joaquin Baldo Cortez me trouxe da sua ultima incursao a NYC), e quando olho pra tras estao esses dois perus gigantescos, mas GIGANTESCOS, super mal-encarados, com as penas todas em pé, me olhando muito seriamente. Tirei essa foto, que nao saiu tao boa, e saih correndo.

Como eu nao canso de repetir: roça é isso aih, meus amores.